quarta-feira, 17 de outubro de 2012



Li uma matéria bem interessante que mostra como as pessoas se comportam nas redes sociais e como essas atitudes afetam sua vida fora da internet.  Segundo a pesquisa da Western University do Canadá, 88% das pessoas vigiam seus ex nas redes sociais. Essa vigilância inclui ler as mensagens do antigo parceiro, ver as fotos e espionar possíveis novos amores. Esse comportamento, ainda segundo o estudo, faz com que as pessoas não vivam o período de “luto”, pela antiga relação, o que prejudica emocionalmente as pessoas, pois elas não se libertam para um novo amor.
Não é que a pesquisa esta certa! Não sou obsessiva em espionar algum ex, mas me identifiquei com a pesquisa porque tenho o péssimo hábito de ficar espionando a vida das pessoas que conheço nas redes sociais. Cheguei a esta conclusão porque há uns meses, eu achava minha vida maravilhosa: tenho um trabalho gratificante (pelo menos na maioria das vezes), uma família bastante unida, amigas tão ou mais neuróticas que eu, enfim na minha santa ignorância tudo estava bem. Foi quando comecei a vigiar a vida das pessoas que conheço ou que conheci em algum momento da minha vida. Resultado? A vida delas, suas fotos, suas realizações, seus amigos, sua aparência, sabe aquelas fotos em que todo mundo está o tempo todo sorrindo com um sorriso que faria até a Juliana Paes sentir inveja? Enfim tudo parecia lindo, maravilhoso, é como se eles vivessem uma vida ensolarada de estrela de Hollywood, e eu levasse uma vidinha medíocre, que não merecia nem ao menos estar ali, em uma rede social. Fiquei nessa neura por alguns dias, e na verdade ainda estou. Até que comentei com meu irmão, reclamei da minha vida, e ele disse de forma perspicaz: “Bem se você conseguiu ver tantas coisas será que não seria o caso de você diminuir o seu acesso às páginas pessoais das pessoas? Afinal tudo que você me disse mostra que tem gastado muito tempo olhando as páginas dos outros”. Foi um pouco irritante o ouvir dizer isso, afinal eu era a culpada? Bem a pesquisa da universidade canadense mostrou que sim.
Ler a matéria me deixou mais animada, pois não sou a única que se martiriza com a grama verde do vizinho. É um hábito obscuro que todos temos. Vou evitar essa espionagem futuramente. Ou pelo menos tentar.

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