Pesquisa divulgada em outubro de
2012 pelo Senado Federal apontou o que pensam os brasileiros sobre temas como
maioridade penal, encarceramento e trabalhos de preso, descriminalização das
drogas, entre outros.
Para a
maioria da população a maioridade penal deveria diminuir para os 16 anos, sendo
que boa parte dos entrevistados, concordou que essa idade poderia ser menor
ainda dependendo do crime. Ainda sobre
cumprimento de sentenças, os brasileiros opinaram que no Brasil, o tempo de
encarceramento deveria ser maior que o máximo de trinta anos, para a maioria
cinquenta anos seria o ideal. Essa mesma população concorda com o trabalho para
diminuir a pena, desde que esses não precisassem sair da cadeia para exercer o
trabalho.
Essa coleta de dados aponta para
uma realidade: o brasileiro está insatisfeito com o atual código penal, e
acredita que penas mais severas seriam mais eficazes no combate a
criminalidade. As estatísticas do crime hoje mostram que algo precisa ser feito
e analisar o que esperam as pessoas pode ser um bom começo para elaboração de
um código eficiente.
Outro ponto importante da
pesquisa foi o debate sobre a liberação das drogas, a maioria da população é
contra. Sendo que na região sul há o maior número de pessoas a favor da mesma.
Também é abordada na pesquisa, a
questão do aborto. A maioria da população é contra, como já era de se esperar.
Agora um assunto polêmico e até então pouco debatido é a Ortotanásia, que é o
termo utilizado pelos médicos para definir a morte natural, sem
interferência da ciência, permitindo ao paciente morte digna,
sem sofrimento,
deixando a evolução e percurso da doença.
( http://pt.wikipedia.org/wiki/Ortotan%C3%A1sia) O assunto é tão polêmico que
não há um consenso de maioria de opiniões. Enquanto na Região norte a maioria
acha que as pessoas não devem opinar pela descontinuidade do uso dos aparelhos
em caso de doenças graves, na Região Sul a maioria acha que sim, que o paciente
deve ter o direito de desistir de um tratamento, e ter uma morte natural. A
pesquisa aponta que quanto maior o grau de escolaridade dos entrevistados, mais
eles acham o paciente deve decidir sobre seu futuro, incluindo assim o direito
a morte natural. De qualquer modo o debate é importante dado o aumento dos
casos de pacientes com doenças terminais.
A pesquisa trata ainda de outros assuntos ligados a
comportamento e que devem ser regulamentados pelo código penal como abandono de
animais, cópia de mídias, atividade cambista, discriminação, etc.
É importante os líderes estarem atentos ao que
pensa a população e aliado a isso verificar, junto a quem entende da lei, como
fazer leis mais justas e eficazes, sem que isso beneficie de modo parcial a uma
camada pequena da população.
A pesquisa na integra esta disponível para consulta
no link: http://www.senado.gov.br/noticias/agencia/pdfs/Reforma_do_C%C3%B3digo_Penal1.pdf
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